segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Introdução

Antigamente, há muito muito tempo atrás, jovenzinhas escreviam em seus diários seu maiores sonhos, temores e amores. Escreviam suas dúvidas existenciais, seus conflitos, suas paixões. Escreviam sobre o que lhes acontecia, sobre o que não lhes acontecia ou até sobre o que gostariam que acontecesse.
Todo esse material, tão rico, era um prato perfeito para se estudar uma das coisas mais belas e indecifráveis: o ser humano.
Provavelmente, esses jovens cresceram e, por fim, acabaram por queimar tudo. Acharam que aquilo tudo era passado e, portanto, merecia ser queimado (lá estou eu tentanto dignificar minha madrugada on drugs). Mas enfim, ou tudo foi queimado, ou lido depois que tais pessoas morreram ou o pior: foi esquecido em uma gaveta velha.
Há muito muito tempo atrás, escreviam diários. Estes poderiam ser apagados da história, assim como tais pessoas foram provavelmte apagadas.
Eu até estava tentando seguir essa caminho. Tentei escrever em um diário. Mas sabe de uma coisa?
Vou fazer um blog.
Não porque isso seja moderno. Não porque não quero fazer parte da história. Mas sim porque na internet, nada que for escrito aqui, será apagado. Posso ser esquecida. Posso morrer amanha. Posso desaparecer do mapa. Mas de alguma forma vou estar aqui para sempre.
Essas palavras, escritas aqui, jamais poderão ser apagadas ou queimadas. Não há lápis, na internet escrevemos de caneta.
Esse "q" de eterno me atrai. Queria ser eterna, ser jovem para sempre e jamais ser esquecida.
Sabendo, contudo, da impossibilidade imposta pela matéria, vou tentar me contentar com um blog.
Porque, pelo menos diferentemente de outros jovens que, há muito muito tempo atrás, quero ser eterna pelo menos aqui, agora, enquanto você lê isso aqui.
Quero fazer o mesmo, porém de uma forma diferentemente. Se há muito muito tempo atrás (tipo há uns 20 anos né?!) escreviam em folhas, agora quero escrever em algo que não se apaga, afinal, a vida é exatamente isso não é?!
As historias de nossa existencia não se escrevem com lápis.